quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

As mudanças...às mudanças!

Imaginamos que a nossa passagem pela Vida se dê, sempre, da maneira mais tranquila possível.
Não me refiro aquele marasmo sem graça, sem que nada de novo ou diferente se manifeste.
Refiro-me aos denominados "sustos" que a tal da Vida, de vez em quando, nos prega.
Nada seria mais agradável do que uma existência inteira, uma Vida todinha, sem percalços e imprevistos, como se estivéssemos à beira-mar, em um dia ensolarado, bebericando, o tempo todo, um espumante geladíssimo...mas nada seria mais tedioso!
Nem sempre desfrutaremos de "dias ensolarados" em nossas Vidas. Isso é fato. E um fato chato, desagradável, mas imutável, pois faz parte da natureza humana, consciente ou inconscientemente, arriscar, expor-se aos tais "sustos".
Como somos insatisfeitos por natureza, procuramos, muitas vezes em zonas perigosas, atingir os nossos limites, os nossos anseios, os nossos sonhos.
E nesse exercício (ou seja, quase todo o dia...), nos expomos às dificuldades inerentes ao tratamento do novo, daquilo que é novidade, daquilo que é totalmente inesperado.
A única certeza da Vida é que um dia, cedo ou tarde, realizaremos a nossa "grande jornada", quando nos defrontaremos com tudo aquilo que realizamos e que deixamos de realizar durante a nossa existência.
O resto é novo, dia após dia, hora após hora, minuto após minuto, segundo após segundo...
E nunca, de fato, estaremos preparados para o novo. Achamos, sempre, que sim, que estamos preparados para tudo. Mas sabemos que nem a nós mesmos conseguimos enganar.
A delícia de viver está em absorver o impacto profundo que estas novidades nos causam, processando-as de maneira intensa e integral, aceitando-as ou atuando no sentido de transformá-las, dependendo de nossos interesses, da nossa missão.
Desta forma, que venham, a cada instante, mais e mais novidades, mais e mais mudanças, mais e mais novas sensações, novas inseguranças, novos "sustos", todos remetidos pela Vida.
Após a absorção de tanta coisa, nos fartaleceremos e seguiremos a nossa trilha, no sentido do bem-viver, do equilíbrio.
Às mudanças, portanto!
À você, Gatona, que me transforma a cada dia em uma pessoa melhor, fortalecida pelo Amor.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Eleições 2010 (again)

Irei recorrer, mais uma vez, ao tema das Eleições que ocorrerão no segundo semestre do ano que virá. Além de escolhermos quem será o próximo Presidente da República, elegeremos, também, Governadores, Senadores, Deputados Federais e Estaduais.
Obviamente, as eleições para a Presidência nortearão as demais, como é comum. O partido que vier a se tornar o vencedor do pleito mais relevante, certamente se beneficiará deste fato no âmbito dos Estados, o que influirá na composição final do mapa político.
É mais do que cediço que os nomes para a Presidência devem gravitar em torno de Dilma Roussef, a eleita do Presidente Lula e, consequentemente, imposta à cúpula petista, de José Serra ou Aécio Neves, pelo PSDB, de Marina Silva, pelo PV e, talvez, Ciro Gomes, pelo PSB.
Na semana que se passou, a maioria dos Estados brasileiros foi vitimada por chuvas torrenciais, como quase nunca vistas. Mas você deve estar se perguntando: qual a relação entre as chuvas da semana passada e as Eleições do ano que virá? E eu responderei: a relação é absoluta!
Explico: nós, eleitores brasileiros, ainda não muito acostumados com essa história de "democracia", analisamos os nossos políticos através de ítens um tanto quanto superficiais. Gostamos mais dos políticos simpáticos, bem-apessoados, que se vestem com elegância, que estão sempre sorrindo e que possuem respostas prontas para tudo; não gostamos muito daqueles políticos que não são assim tão bem-apessoados, que não são tão elegantes, que possuem um sorriso amarelado e que nem sempre conseguem responder a todos os questionamentos.
Sem querer julgar tal constatação, o fato é que isso é natural, pois é muito mais aprazível uma pessoa que estimule os nossos sentidos positivamente do que ao contrário. É natural dos seres humanos buscar a realização e todos nós possuímos estereótipos para tanto. Assim, um terno de corte, coloração e caimento impecáveis torna-se mais atraente do que o inverso disto.
Nós, ainda, na política, nos apegamos à imagem dos políticos, e não ao seu conteúdo. Ou, melhor: à imagem transmitida por aquele político, que nem sempre é real.
As chuvas da semana que se passou, assim, guardam relação com as eleições de 2010 na medida em que julgamos, apenas, o discurso dos nossos políticos, não a sua capacidade adminstrativa.
Queremos que um Prefeito, quando prometeu acabar com as enchentes, o faça. Desejamos que um Governador, quando prometeu diminuir tributos, assim proceda. E almejamos que o nosso Presidente seja um sujeito bem bacana e que faça, em um ou dois mandatos, tudo aquilo que nunca foi realizado em prol da Cidadania na História do Brasil.
Quase nunca analisamos se estes nossos representantes realmente possuem ou possuirão, ao longo de suas carreiras, condições para o cumprimento de tantas promessas, de tantos compromissos.
É óbvio que a capacidade intelectual não está relacionada à capacidade de realização. Isso é um fato inexorável. A História, em todos os segmentos, nos apresenta inúmeros exemplos nesse sentido. Quantos intelectuais, ao exercerem cargos relevantes, seja na iniciativa privada ou no setor público, nos desepcionaram? E quantos "semi-analfabetos" nos surpreenderam positivamente? E o inverso, também é corrente, com intelectuais que eram tidos apenas ótimos pensadores se demonstrando excepcionais realizadores e com pessoas que eram tidas como mais próximas da população e de seus anseios e que se apresentam como verdadeiros farsantes no exercício do poder.
Mas as chuvas da semana passada guardam, mesmo, estreita relação com isso. Vejamos o caso de São paulo, por exemplo. O Prefeito Kassab é "cria" política do Governador José Serra, um dos principais possíveis candidatos à sucessão de Lula. Serra, inclusive, lidera as tais "pesquisas de opinião" até agora veículadas. Mas as chuvas da semana passada castigaram a Cidade de São Paulo. Inúmeros pontos de alagamento, um trânsito absolutamente caótico, com pessoas (como eu) que chegaram a ficar por três horas quase que totalmente paradas em algumas localidades de Cidade.
As críticas à Administração municipal foram imediatas. As rádios recebiam, ao vivo, inúmeras manifestações de desespero, desconforto e até de raiva em face de Kassab e, consequentemente, de Serra. O twitter "bombou". E tudo isso, para azar de Kassab, ocorrendo em um instante onde o Prefeito almeja majorar o valor do IPTU paulistano...
É bem verdade que as mesmas severas e emocionais críticas foram realizadas em face de Lula e, consequentemente, Dilma, naquela fatídica noite do tal "apagão 2009", uma versão mal explicada e resolvida do nosso querido "apagão 2001".
Mas se o "apagão 2001" intererferiu, sim, nas eleições de 2002, as que elegeram Lula Presidente, por que o "apagão 2009" não interferirá? E por que a inundação quase que total e o trãnsito absurdo de São Paulo também não interferirão??
As coisas estão estranhas. E a continuarem deste modo, com apagões, quedas de viadutos de obras nem inauguradas, enchentes catastróficas, aumentos de impostos em instantes infelizes... acho que elegeremos, sim, pela primeira, vez, uma mulher como nossa Presidente...
Mas não a Dilma: a Marina!!!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Eu também quero um mensalão.

Há mais ou menos duas semanas, recebemos notícias diariamente de uma "novidade" na vida política da Nação: o "descobrimento" de um mensalão em Brasília, envolvendo o Governador do DF e muitos Deputados Distritais de sua base aliada.
Como vivemos em um País de nome "Brasil", esses escândalos, quando descobertos, nos chocam, tamanho o seu ineditismo. Não é?
Sei.
Já faz um tempinho, mas algo semelhante foi descoberto com relação ao Governo Lula, envolvendo vários de seus apoiadores, Deputados Federais, Senadores, funcionários do PT e até irmãos de Deputados. Havia, naquele escândalo, dólares na cueca de um, Land Rover de outro. Uma beleza...
E o que aconteceu? Alguns destes personagens abdicaram de seus mandatos, renunciando para escaparem da cassassão, outros foram cassados e viraram tenores e existe um processinho bem do vagabundo tramitando pelos corredores do nosso Supremo Tribunal Federal.
E o que mais? Mais nada. O nosso Presidente Molusco, quase como um gato, perdeu algumas de suas sete vidas mas permaneceu, graças às outras, firme e forte no cargo, inabalável, tendo até sido reeleito...coisas do Brasil, esse País em franco desenvolvimento...
No escândalo atual do mensalão, esse que envolve o Governador do DF e seus aceclas, existem provas contundentes, vídeos amadores (quase nome de coisa pornô na internet...) que demonstram o próprio Governador recebendo um maço considerável de notas de Real, essa moeda fortíssima, para...a compra de pannetones...é...isso mesmo: essa é a versão oficial, divulgada amplamente pelo próprio objeto do escândalo.
Eu não irei comentar essa história de pannetones. Ok?
Mas gostaria de dizer algo. Na verdade, gostaria de repetir algo que já escrevi aqui há 2 anos: a única forma de acabar com a corrupção no Brasil, esse País em franco desenvolvimento, é institucionalizá-la. Isso mesmo.
Vamos ao raciocínio.: o Ex-Presidente FHC, que permanece sendo um intelectual de respeito mesmo com todos os seus equívocos pós-mandato (quando parace que ligou um "F..." gigante para o Brasil...), sustenta que a única maneira de lutar contra o crime organizado, em especial contra o tráfico de drogas, mais especialmente o de maconha, seria legalizar a sua comercialização. Assim, segundo o esfumaçado raciocínio de FHC, os criminosos não conseguiriam agir sobre uma atividade legalizada, instituída e controlada pelo Estado.
Eu não partilho deste raciocínio, por questões de saúde pública. Existem estudos comprovados, especialmente na Califórnia/USA, atestando que o consumo de maconha, em doses controladas, auxilia aos doentes terminais de câncer a suportar as dores deste período. Mas como a grande maioria das pessoas que habitam o planeta não estão, graças a Deus, nessa condição, a de doentes terminais de câncer, nada justificaria a legalização do consumo de algo que, comprovadamente, sem controle de dosagem e qualidade, atrapalha o desenvolvimento intelectual, motor e comportamental das pessoas. A não ser que desejemos, para o Brasil, um futuro, diria, cheio de névoas...
Mas levo adiante o mesmo raciocínio para os casos de corrupção. E como poderíamos fazer isso com relação à corrupção? Simples: todo o sujeito que se candidatasse a um cargo eletivo, saberia, de antemão, que não receberia um centavo sequer do Estado durante todo o período de seu mandato.
Pronto. Simples, rápido, indolor.
Assim sendo, os nossos Vereadores, Prefeitos, Deputados Estaduais e Distritais, Governadores, Deputados Federais, Senadores e o Presidente da República não receberiam salário ou remuneração publica alguma e teriam que se virar para sobreviverem.
Como fariam? Da mesmíssima forma que o fazem hoje, mesmo recebendo remuneração pública: através de propinas, mensalões, concessões duvidosas de patrimônio, empresas e obras públicas.
Só que tudo isso às claras, sendo francamente e legalmente declarado.
Deste modo, teríamos como fiscalizar, de maneira franca, se aquele determinado sujeito exerce o seu mandato representando a maioria ou apenas e tão-somente aos interesses de alguns.
Saberíamos que o tal Governador Arruda receberia, por exemplo, semanalmente, 20 mil reais de um determinado segmento da economia do DF. E poderíamos, assim, exigir que ele Governasse não apenas para aqueles que compõem esse espectro de doadores, fiscalizando o seu mandato de maneira aberta.
E acabaríamos com essa história hipócrita de ficarmos "chocados" quando esses mensalões da vida são "descobertos".
E, mais, economizaríamos, como Nação, um dinheirão... e a nossa paciência.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ruptura.

Todos nós apresentamos inúmeras fraquezas.
Não existe, em toda o Globo, um único ser humano que não as possua. Existem, sim, aqueles que não as assumem, seja por preconceito, por receio, por medo de assumir a sua fragilidade diante de um determinado assunto ou de transparecer fraqueza.
Eu prefiro assumir e conviver com as minhas. Prefiro estabelecer um pacto de "bem-viver" com estas "minhas" fraquezas. Prefiro levá-las para passear, pegar um cineminha, tomar um choppinho, jantar em um restaurante daqueles, viajar de vez-em-quando para um lugar incrível e paradisíaco.
Desta maneira, pelo menos imagino que elas, as tais fraquezas, percebam que estão sendo bem-cuidadas e fiquem um tanto quanto "calminhas".
Já as enfrentei, cara-a-cara, diversas vezes. Seja em processos de terapia (coitada da Dra. Carmen!!!), seja no cotidiano, realizando as tarefas do dia-a-dia. Já as encontrei nos momentos e locais mais distintos: na fila do Banco; na espera do PA do Einstein; no trânsito caótico de São Paulo...
Mas proseando, resolvemos, eu e minhas fraquezas, celebrar um pacto. E vamos conviver, felizes, durante muitos e muitos anos, respeitando-nos.
Mas de vez em quando, há aqueles instantes em que você percebe que as suas fraquezas estão mais fracas do que nunca! E é esse o único instante no qual lhe será permitido tentar vencer, derrotar, derrubar as tais fraquezas!!
E hoje, 04 de Novembro de 2009, consegui corromper o pacto que havia sido estabelecido e derrotei mais uma das minhas fraquezas!! Percebi, tão logo acordei, que a coitada estava estranha, meio constirpada, caidinha...aproveitei, confesso, esse instante de fragilidade e...rompi com ela!! De maneira irrevogável!!
Não convém explicitar qual das minhas fraquezas hoje foi superada, derrotada. Assim como também não é relevante afirmar que estou sentindo-me excepcionalmente forte por tê-la vencido.
Mas que a sensação decorrente de uma ruptura é encorajodora e revigorante, isso é inegável! Mesmo que somente de vez em quando...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Simples.

A gente insiste em complicar as coisas.


Acreditamos que a Vida, na sua plenitude, seja um jogo permitido apenas e tão-somente a alguns iniciados. Para todos nós, reles mortais, acreditamos que resta a sobrevivência, não a vivência.


Geramos paradigmas inacalçáveis de felicidade, de realização. Hoje em dia, cremos que o TER possibilita o alcance do SER.


Mas essa equação, gerada em nossa mente, nada mais é do que o ápice da estupidez e da auto-destruição.


Estupidez, sim, pois não são todos os seres humanos que se apresentam aptos a TER. Auto-destruição também, por que criamos a falsa expectativa de que podemos indiscriminadamente TER, nos decepcionando firmemente quando não atingimos este estágio, o de detentores, donos ou possuidores de tudo aquilo que possa ser tocado.


A VIDA, essencialmente, é de uma simplicidade assustadoramente rudimentar! E essa mania de grandeza dos Humanos, a de se achar superior a tudo, podendo, assim, do alto, analisar e explicar o todo, é que torna a VIDA complexa, retangular, cheia de cantos.


A VIDA nada mais é do que um sonho. O sonho mais bonito e perfeito que a nossa intelectualidade oculta pode permitir. Mas nada mais do que um sonho.


E se é sonho, nele podemos tudo e o todo.


Se é sonho, podemos dispor de tudo e do todo, cultivando o desapego.


E se é sonho, é simples. Mesmo que pareça complicado, haja vista ser apenas...sonho.


Assim como sonhar ter um lugar de mato verde, para plantar e para colher, tendo nele uma casinha branca, de varanda, com quintal e uma janela, só para ver o Sol nascer. Todos os dias. Ou noites. Sonhadas.


Simples assim.











quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Coisas chatas.

Resolvi, diante do meu contagiante bom-humor de hoje, que verdadeiramente impregna cada célula do meu corpo, descrever algumas coisas que me chateiam VERDADEIRAMENTE. A lista é abertíssima aos comentários e às inclusões. Aliás, por gentileza, incluam itens!!!
Vamos a tal listagem:
1) telemarketing;
2) o gerúndio como "língua oficial" do telemarketing;
3) ex-namoradas que se esquecem do prefixo "ex" (são "ex", passado, perderam a posição...parem de encher, então...);
4) mensagens "camufladas" de ex-namoradas, que sempre se utilizam de alguém que vc nunca viu mais gordo na vida para querer saber o que anda fazendo da sua vida (seja no Orkut, no Messenger, no Facebook, no e-mail ou no raio-que-o-parta!);
5) telefone (fixo ou celular) que toca, do nada, em plena madrugada;
6) o Speed da Telefônica (existe coisa mais incompetente?);
7) o mal-humor de certas pessoas (incluindo o meu...);
8) querer vestir uma roupa e descobrir que ela está, há sei lá quanto tempo, ainda, sendo lavada;
9) cinto-de-segurança (é necessário, moçada...mas que é chato, é chato!);
10) ter que mentir que vc está feliz pelo fato de a Copa de 2014 e as Olimpiadas de 2016 serem realizadas no Brasil (sim, pois se vc falar uma vírgula ao contrário, nossa...parece que vc é um ET...e não adianta argumentar que vc preferiria ver todo esse empenho e gastos sendo concentrados na solução das questões de Saúde Pública, Educação, Segurança, Transporte...aí não irão mais achar que vc é um ET: terão certeza!);
11) pessoas de terceira-idade que se acham adolescentizinhos;
12) pessoas adolescentizinhas que se acham de terciera-idade;
13) fazer a barba todos os dias;
14) a cara do José Serra (aquela animação...);
15) a cara da Dilma Roussef (sem comentários);
16) a cara do Aécio Neves, o nosso "bom-moço" da política!;
17) a cara da Marina Silva (coitada...e ainda enfiam nela umas mantas, xales, sei lá o que é aquilo, quando ela comparece a eventos mais refinados...);
18) a cara do José Sarney;
19) as obras da Marginal, aqui em São Paulo;
20) assistir ao Campeonato Brasileiro depois de o seu time ter vencido a Copa do Brasil e já estar classificado para a Libertadores (é uma coisa muito chata, sabe...rsrs);
21) o preço do álcool (em todos os sentidos: do álcool combustível nas bombas dos postos; da garrafa de Chivas; da garrafa de Merlot da Montes Alpha, Safra 2007; e outros elementos líquidos providos de certo teor alcóolico...rsrs);
22) saber que você nunca conseguirá nem chegar perto da Renata Fan; muito menos dar um beijinho nela...;
23) as novelas do Manoel Carlos que, segundo o Casseta e Planeta, se passam em um "distante e lingínquo Leblon";
24) o barulho da maioria absoluta de campanhias;
25) falta de luz em pleno Século XXI;
26) pagar contas em geral;
27) ir ao Dentista (Dr. Jacques, mil-perdões...);
28) morrer de vontade de escover os dentes e, ao chegar ao banheiro, descobrir que acabou a pasta-de-dentes;
29) ir ao Shopping, qualquer um, aos finais-de-semana (visão do inferno!);
30) a tal de Marisa, a menina do SBT;
31) os hipócritas de plantão;
32) receber duzentas e doze mensagens SMS no celular em um mesmo dia;
33) ir ao cinema e assistir filme "cabeça", daqueles que ninguém entendeu porra nenhuma e onde todos saem com cara de intelectualóides...para, né? Cinema é iminentemente diversão;
34) saber que no ano que virá, você terá que eleger ou o Serra, ou a Dilma ou a Marina para a Presidência da República;
Lembrei só dessas coisinhas, nesses 4 minutos que demorei para escrever esse textículo...
Enfim, a lista está mais do aberta à sugestões: está arrombada!!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

E viva a República Federativa de Esbórnia!!

Nem bem o Brasil ganhou o direito de organizar os Jogos Olímpicos de 2016 e o nosso Presidente Molusco já se manifestou, afirmando que não se pode imaginar que os gastos com a realização das transformações e obras que beneficiarão o Rio e o Brasil sejam "severamente fiscalizados", por serem, segundo o Grande Oráculo dos Mares, "investimentos sociais".
Alguém precisa, urgentemente, cortar a cachaça do Palácio do Planalto, ou melhor, em um ato de maior humanidade, mudar de fornecedor de cachaça, adquirindo umazinha com menor teor alcoólico.
Eu, hein?
Será que o dinheiro público, o tal erário, não é sempre destinado à "investimentos sociais", pois todos os investimentos e repasses públicos deveriam almejar a melhoria das condições da sociedade? E, nesta condição, não é sempre fiscalizada a sua aplicação e destinação??
Ou será que o Oráculo dos Mares, em um "déslize" (como diria Raimundo Fagner), assumiu, sem querer, que a destinação do dinheiro público, em seu Governo, nem sempre se dá para os tais "investimentos sociais"??? E se assim quis dizer o nosso corajoso e bravo Molusco do Sertão Pernambucano, que se desenvolveu em "águas" de S. Bernardo, cabe a pergunta: para onde diabos vai o dinheiro público em seu Governo????
Eu nem quero pensar muito a esse respeito, haja vista que me contaram, um dia desses, que não são as respostas que mudam o Mundo mas, sim, as perguntas...na falta de uma, já tasquei quatro aí em cima!!!
Será que será (olha eu quase dando uma de Chico Buarque...) o nosso destino, como brasileiros que somos, vivermos em um País onde sempre e para sempre o dinheiro público será tratado como privado, privilegiando o interesse de poucos?
Quer saber de uma coisa? Vou aderir aquele movimento do "cansei" e vou sair por aí bradando que estou em um processo revolucionário de formação de um novo País dentro do Brasil.
Independente, pujante, forte e relativamente reacionária, a República de Esbórnia será uma maravilha de se ver e de se viver!! Quase aquele longínquo e distante Leblon das novelas de Manoel Carlos!
Todo mundo assumidamente não trabalhará muito. Imagino uma jornada de trabalho de 4 a 5 horas diárias. Assim, todo mundo terá emprego e renda! No restante do dia, levaremos adiante todos os preceitos de Domenico De Masi na sua obra "O Ócio Criativo" e vamos...criar!
Na Esbórnia, as praias são lindíssimas, com um clima ameno, alvas areias e um oceano nem muito frio, nem muito quente... por conta disso, após a nossa (im)produtiva jornada de trabalho de 4 a 5 horas, iremos criar nas praias, tomando uma água de coco geladinha, uma cervejinha, caminhando, observando, detidamente, as maravilhosas e bronzeadas bundas das esbornianas....desculpe a grosseria: foi um lapso.
E aproveitando-se de toda essa herança natural, nós, os esborniamos, venceremos 16 dos próximos 20 Prêmios Nobel, haja vista criarmos muito através do ócio criativo aplicado às nossas maravilhosas praias de alvas areias e das maravilhosas e bronzeadas bundas das esbornianas....meu Deus! Novamente esse lapso? Peço escusas formais por tanto...
Mas a República de Esbórnia não se resume às praias maravilhosas e incríveis e durinhas bundas das esbornianas... quer saber? Não vou mais pedir desculpas por pensas nas tais bundas!
Não! A República de Esbórnia possui lindas e entrecortadas montanhas, serras riquíssimas, onde brotam espécies raras de árvores, muitas aves, frutos doces e suculentos e seios maravilhosos das esbornianas serranas....
É. Seios maravilhosos, daqueles redondinhos, durinhos...com o colo cheio de pintinhas...
Sim, pois se as esbornianas praianas possuirão bundas perfeitas, as serranas possuirão seios magnifícos!
E dá licença que a Esbórnia é minha e eu escolho como as mulheres da minha Esbórnia serão!
Quase o mesmo que será feito com o dinheiro público por conta da Copa-2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016...
O que é pior? Eu pensar em bundas e seios das imaginárias esbornianas, ou o que eles farão, na realidade, com o nosso dinheiro??
Você decide!!!